segunda-feira, julho 10, 2006

O Apartamento


Já há algum tempo que vi este filme e vou ser totalmente sincero, andei a evitar vê-lo, tudo por causa deste poster. Pensava eu, erradamente, que seria mais um filme do estilo "40 dias 40 noites" em que o actor principal deste filme (Josh Hartnett) entra. Afinal estava enganado.

Este filme fala-nos de um amor que nunca morreu. Mathew (Josh Hartnett), é um investidor que chega ao ponto mais alto da sua vida, está prestes a fechar um negócio importante e a dias de casar. De repente tudo muda quando, num restaurante, pensa ver uma paixão antiga. Esta visão irá transformar a vida de Mathew num turbilhão de encontros e desencontros, risos e lágrimas.

Aconselho vivamente este filme, é uma das mais lindas histórias de amor que já vi. E não tenho vergonha nenhuma de dizer que chorei no fim. Fica aqui a letra da música final do filme

Coldplay - The Scientist

Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
Tell you i set you apart

Tell me your secrets and ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy, it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy, no one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart

Tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, chasing our tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy, Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy, no one ever said it would be so hard

I'm going back to the start

Lyrics @ http://www.letssingit.com

Algarve Summer Festival


Na 2ª edição deste festival, a organização decidiu presentar o público com dois dias de festival, traçando uma meta muito ambiciosa em termos de público por cada dia, 30.000 pessoas, mas essa meta foi atingida mas no conjunto dos dois dias.
Penso que o festival deverá voltar ao formato da 1ª edição apostando num cartaz para 1 dia apenas, o mais sensato visto este festival ter um carácter urbano e por isso, a estadia do público na zona do festival, de um dia para o outro é impossivel.
Falando concretamente dos concertos, apenas assisti ao primeiro dia, onde actuaram:

Souls of Fire - Bom ambiente, boa música, bom reggae nacional, um bom concerto para aquecer o público.

Rui Veloso - Este homem é um senhor, carago. Um óptimo concerto, tal como o do Rock in Rio 2006. Recheado de éxitos e de algumas músicas novas do seu último album, A Espuma das Canções.

Melanie C - Provavelmente o pior concerto da noite, sinceramente não consigo perceber o que faz o publico adorar uma senhora que além de parecer que grita em vez de cantar, possui umas músicas um tanto ou quanto aborrecidas, até mesmo chatas, no seu reportório.

James Blunt - O melhor concerto da noite, sem dúvida. Este senhor toca guitarra, toca piano e toca corações. Apesar de se basear num reportório curto (apenas editou um albúm), consegue tirar risos, lágrimas e muitos aplausos do público. Um grande performer, sem duvida alguma.


Para o ano à mais....talvez num formato diferente.

terça-feira, junho 06, 2006

Fingertips - Catharsis

Catharsis é o mais recente albúm dos Fingertips, banda portuguesa formada por Rui Saraiva e Zé Manuel. Catharsis, (expressão criada por Aristoteles para definir uma purificação emocional após uma explosão de sentimentos), é um album muito mais maduro, musicalmente. Nota-se que a banda cresceu desde a edição de All 'bout Smoke 'n Mirrors, criando em Catharsis uma explosão de sentimentos entre baladas melódicas e musicas rock de encher o ouvido. O primeiro single é disso exemplo, Cause to Love You é uma power ballad recheada de genialidade tanto na escrita da letra como nos arranjos musicais.
Cada vez mais, os Fingertips mostram que são um valor seguro da música portuguesa (seja ela cantada em português ou não) e que o sucesso internacional deste disco não deverá ser um sonho utópico.

quinta-feira, maio 25, 2006

O Código Da Vinci

Já fui com poucas esperanças ver este filme, posso dizer que as minhas espectativas não foram goradas. Este filme é um claro atentado à espectacular obra escrita por Dan Brown. Acreditem, leiam o livro que é muito bom e esqueçam o filme. Percebo que é muito dificil transpor para a tela uma obra com 454 páginas, mas por outro lado podemos ver o excelente trabalho feito por Peter Jackson em O Senhor dos Anéis. Talvez seja um belo filme para quem nunca leu o livro, mas será sempre um fracasso para que "devorou" a obra impressa de Dan Brown.

Penso que O Código Da Vinci seja o flop da temporada para muita gente, o que poderá salvar o filme é a excelente máquina publicitária da Sony que espalhou em tudo o que é canais de televisão e outdoors, publicidade ao filme (penso que tenha feito no fim de semana da estreia cerca de 180 milhões de dólares). Um aparte para Audrey Tautou, talvez a melhor actriz de todo o elenco do filme, esteve 5 estrelas como sempre.
Li hoje num jornal diário que a Sony comprou também os direitos para outra obra de Dan Brown, Anjos e Demónios. Espero que consigam fazer uma adaptação mais fiel deste livro.

Sinopse:
O famoso professor Robert Langdon é chamado ao museu do Louvre, onde um dos curadores foi assassinado, deixando atrás de si um misterioso rasto de simbolos e pistas. Com a sua vida em risco, Langdon desvenda uma série de chocantes enigmas escondidos nas obras de Leonardo Da Vinci, que conduzem a uma sociedade secreta dedicada a guardar um segredo antigo há 2000 anos. [ www.7arte.net ]

sexta-feira, abril 21, 2006

Live 8



Quem acha que não é possível transformar um sonho numa realidade?

Este foi o mote para um espectacular evento realizado a 2/07/2005, chamado Live 8. 20 anos depois de Live Aid, Sir Bob Geldof voltou a reunir uma constelação de estrelas do mundo da música para tentar acordar as mentes mais adormecidas, principalmente aquelas que se sentam em tronos de poder. Uma mensagem clara e inequívoca que, enquanto se gasta biliões de euros em guerras, existem pessoas neste mundo, e principalmente crianças, que morrem à fome.

A edição em DVD é um mimo para quem gosta de música com clássicos como os Pink Floyd, passando pelos Beach Boys, U2, Madonna e os mais recentes como Coldplay, Daniel Powter ou Joss Stone. Uma edição a não perder, nem que seja para captar uma mensagem simples, a de que todos juntos podemos fazer um mundo melhor.

terça-feira, abril 04, 2006

Anastacia - Live at Last


Live at Last é primeiro DVD ao vivo da Diva Anastacia. É um concerto recheado de emoções e pontos altos, tal como a carreira da artista. O DVD é composto por 2 discos, o primeiro com o concerto propriamente dito recheado com cerca de 18 temas tocados e cantados ao vivo, um concerto dado na Alemanha inserido na tour Live at Last, tour que passou também por cá em Novembro de 2004 pelo Pavilhão Atlântico. O segundo disco está recheado de preciosos extras tais como, um documentário sobre a tour, videoclips alternativos de alguns hits e os videoclips mais recentes da Diva tais como o dueto com Eros Ramazzotti em I Belong to you ou Everything Burns com Ben Moody, ex-Evanescense. Este DVD é uma pérola a não perder e uma excelente maneira de reviver as emoções, para quem assistiu ao concerto de Anastacia em Portugal (E eu fui um deles, ehehehe).

domingo, março 26, 2006

V de Vingança

Penso que muita gente irá ver este filme com a ideia de ser mais um filme do estilo de Matrix. Apesar de possuir uma forte mensagem sobre a liberdade, tal como Matrix, V de Vingança demarca-se por ser um filme que assenta em ideias fortes e actuais sobre o que realmente é a liberdade e a quem cedemos a nossa própria liberdade em troca da nossa segurança e bem estar. V, como personagem, roça o anti-héroi, sem problemas em levar avante, contra quem se opor, a sua ideia de destruir uma sociedade podre e corrupta consumida pelo medo. Mas não é o medo que alimenta as ditaduras?
As semelhanças entre a história narrada em V de Vingança e a actualidade são realmente assustadoras. O medo do terrorismo fez com que nos encolhessemos e cedessemos a nossa liberdade em troca do nosso bem estar. Essa é a mensagem que o filme tenta transmitir, a mensagem de que nunca devemos ceder a nossa liberdade, por nada, nem pela nossa vida.
Tiro o chapéu ao Sr. Hugo Weaving porque teve a coragem de interpretar uma personagem que usa uma máscara quase todo o filme, sem nunca mostrar a sua face. Mostra pois que o talento de um actor não é apenas a sua cara ou o seu fisico (ao contrário de Edward Norton que ao interpretar o Rei Baduino VI, um Rei que sofria de Lepra e usava sempre uma máscara em O Reino dos Céus, pediu para que tirassem o seu nome dos créditos do filme). Um grande aplauso também para a Natalie Portman pelo seu brilhante desempenho.
Posso pois concluir que este será um dos grandes filmes de 2006, correndo o risco de se tornar um filme de culto.


Sinopse:
Passado numa Londres totalitária do futuro, este filme conta a história de Evey, uma jovem que é salva de uma situação de vida ou morte por um vigilante mascarado conhecido apenas por 'V'. V dá início a uma revolução quando detona dois marcos da cidade de Londres e toma o controlo das ondas de rádio, urgindo os seus concidadãos a rebelarem-se contra a tirania e a opressão...
[ http://www.7arte.net ]

sexta-feira, março 24, 2006

O Fiel Jardineiro


Comecei a ver alguns dos filmes nomeados para os Óscares, que ainda não tinha tido oportunidade de ver. Este é o segundo, O Fiel Jardineiro. Que poderei dizer senão que é excelentemente realizado por Fernando Meirelles. Uma história intemporal que me surpreendeu pela força com que é relatada ao espectador. Posso dizer que o Óscar é inteiramente merecido, por parte de Rachel Weisz e que a interpretação de Ralph Fiennes é brilhante. Um filme tão belo com uma história tão triste que me cativou do inicio ao fim. Muito bom, vejam quando sair em DVD pois já deve ser dificil encontra-lo em alguma sala de cinema.


"Numa zona remota do Norte do Quénia, a brilhante e fervorosa activista Tessa Quayle é encontrada brutalmente assassinada. O seu companheiro de viagem, um médico local desapareceu. Tudo indica tratar-se de um crime passional. Os membros do alto comissariado britânico em Nairobi partem do princípio que o seu colega Justin Quayle, o marido de Tessa, pacato diplomata sem ambições, deixará o assunto ao cuidado deles. Não podiam estar mais enganados... " - Sinopse por http://7arte.net

sexta-feira, março 10, 2006

Weeds


Que raio?? Agora já se fala de erva e tudo? É verdade, Weeds é mais que apenas erva, é uma série que rapidamente se está a tornar um verdadeiro culto. Ainda sem emissão em canais da nossa querida televisão por cabo, Weeds retrata a história de Nancy Botwin, (Mary-Louise Parker, a senhora do lado esquerdo), uma senhora da classe média-alta que vê toda a sua vida descambar com a morte prematura do seu marido. Com um estatuto a manter e dois filhos para criar, esta mãe decide começar a vender erva (sim, cannabis) e torna-se a dealer da zona. Vejam que vão gostar.

Serenity

Pois é, passei os olhos por este filme ontem. Há muito tempo que não via um filme sci-fi tão bom. Este filme é baseado na série Firefly, uma série com direito a apenas 11 episódios emitidos e cancelada pela cadeia norte-americana FOX devido às fracas audiências. Muitos fãs da série revoltaram-se com essa situação devido ao facto de os episódios não serem emitidos por ordem, não ter sido feita a devida publicidade, etc. Já não é o primeiro caso de séries canceladas a meio por esta cadeia de televisão norte-americana, a série John Doe, actualmente na FOX da televisão por cabo, tambem foi cancelada sem que se soubesse o fim da história narrada na mesma.
Pelo filme consegui ver que este filme/série é uma verdadeira pérola do sci-fi e que só uma empresa como a FOX, que não consegue ver mais do que as receitas, não aproveita. Desde já o meu obrigado à Universal por ter pegado na ideia de Joss Whedon (Autor de Firefly, além de Buffy e Angel) e ter tornado Serenity num dos filmes mais interessantes dos ultimos tempos.

segunda-feira, março 06, 2006


Mais uma noite de Óscars. E que noite...

Melhor Actor Principal
Foi a escolha mais que natural e nada surpreendente de Philip Seymour Hoffman (Capote). A transformação que teve de fazer para interpretar Truman Capote fazem dele o vencedor natural, apesar de pessoalmente estar a torcer por Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Mountain).

Melhor Actriz Principal
Vou ser sincero, não concordo com a escolha da academia. Melhor que Reese Witherspoon (Walk the Line) estaria Felicity Huffman em Transamerica. Nesta categoria a justiça não foi feita.

Melhor Actor Secundário
Nesta categoria, a Academia deve ter pensado que seria a oportunidade perfeita para premiar um homem (George Clooney) que talvez tenha feito um dos melhores filmes de 2005 (Boa Noite e Boa Sorte). Esse filme, que realmente era merecedor de Óscares, não levou nenhum. Para o senhor não ficar chateado, recebeu este prémio. Penso que Paul Giamatti (Cinderella Man) tinha sido melhor escolha.

Melhor Actriz Secundária
Apesar de ainda não ter visto O Fiel Jardineiro, penso que a Academia fez uma de duas escolhas possiveis nesta categoria. Optou por Rachel Weisz. Poderia tambem ter optado por Michelle Williams pelo papel de força e coragem em O Segredo de BrokeBack Mountain.

Melhor Realizador
O senhor Ang Lee mereceu ganhar, nem que seja por ter levado um tema tão sensivel aos olhos das mentes mais conservadoras. Foi quase perfeito a contar uma história de amor, tal como tantas outras, mas que sofreu a reprovação e preconceito de muitas pessoas por ser um amor entre pessoas do mesmo sexo. Penso que Paul Haggis (Colisão) poderia igualmente levar a estatueta para casa. Penso que em termos de nomeação, Dion Beebe (Memórias de uma gueixa), também merecia um lugar.

Melhor Filme
Aqui, a Academia decidiu dar-nos uma agradável surpresa. Ganhando ao sprint, Colisão conseguiu arrebatar o galardão e deixar os favoritos para trás. Todos os filmes, exceptuando o que ganhou, era favoritos ao prémio. Penso que tenha sido um prémio justo, apesar de O Segredo de Brokeback Mountain também o merecer. Não conseguiu arrebatar o prémio porque, como disse anteriormente, faltou aquele quase na realização de Ang Lee.

Derrotados da Noite
Além dos já conhecidos, Boa Noite e Boa Sorte e Munique, que foram de mãos a abanar para casa. Penso que O Segredo de Brokeback Mountain foi perdedor por não conseguir alcançar qualquer prémio para os seus actores, bem como o galardão principal, Melhor Filme. Em termos de Melhor Filme de Animação, quem perdeu foi a Academia por não dar o prémio a Tim Burton (Noiva Cadáver) . Pena que Tim Burton seja mais um dos ódios da Academia, a par de Martin Scorsese.

Para o ano há mais!

sábado, março 04, 2006

Cindy Kat


Epá, não sou assim tão velho (24 anitos :)) mas estes senhores ficaram-me no ouvido. Com o seu single, Polaroide, vi-me a regressar aos velhos tempos dos Sétima Legião. Os Cindy Kat são, alias, compostos por dois antigos elementos dessa lendária banda portuguesa, Pedro Oliveira e Paulo Abelho mais o senhor João Eleutério, dos Comboio Fantasma. Enche-me a alma de orgulho ouvir um som tão bom e principalmente em português. Ao contrário de muitos velhos do restelo que por ai andam, eu considero música portuguesa como qualquer tipo e feitio de música feita por Portugueses. Mas o que é verdade é que sabe sempre bem ouvir um som tão bom em Português. Parabéns pela obra de arte que criaram.

House M.D.


Ando maravilhado com esta série. Actualmente a passar na TVI e no canal FOX das televisões por cabo, esta série conseguiu-me cativar. Não sei se será pela clara arrogância "tipo Mourinho" do dito Dr. House (Hugh Laurie) ou pela irreverência com que os criadores da série tratam o tema (Hospital, Doentes, Doutor, e tudo e tudo e tudo), já muito batido diga-se de passagem. Um grande achado que a TVI transmite apesar do horário tardio. Aconselho a todos.

Alone in the Dark


Pois é, tive a infelicidade de me cruzar com este filme. Digamos que desde Anatomia ou Mitos Urbanos 2 que não via um filme tão mau. Os actores representam mal, o argumento é mau, um filme que se tenta valer dos efeitos especiais mas não consegue. Afinal havia uma razão para Christian Slater não aparecer à algum tempo no grande ecrã. É mau mesmo. Digamos que me arrependo de ter gasto os 1,20€ no aluguer do filme.

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