domingo, setembro 13, 2009

Os 10 melhores albums de 1999

A 6ª escolha desta lista dos 10 melhores albums de 1999 recai sobre aquele que considero ser o melhor album de electrónica/house do virar do milénio, Surrender dos Chemical Brothers.
O album está recheado de grandes músicas, que se tornaram verdadeiros hinos para os apreciadores deste género musical. Conta com a participação de Noel Gallagher, Jonathan Donahue dos Mercury Rev, entre outros. Como 'amostra' deste grande album deixo-vos Let Forever Be, video realizado pelo grande Michel Gondry (Eternal Sunshine of a Spotless Mind, The Science of Sleep, Be Kind Rewind), onde o mesmo usou técnicas inovadoras de filmagem. Aqui fica:


sexta-feira, setembro 11, 2009

Os 10 melhores albums de 1999

Continuando a caminhada encontramos o excelente Post Orgasmic Chill, 3º e ultimo album dos rockeiros Skunk Anansie. Foi o ultimo album da banda até 2009, quando foi anunciado o regresso da banda com a sua formação original, para a lançamento de um greatest hits.
No que toca a Post Orgasmic Chill, este é um album repleto de baladas rock com laivos de electrónica. Pode-se dizer que os Skunk fecharam com chave de ouro uma parte da sua existência, e um ano repleto de grandes albums. Aqui fica Secretly:



quinta-feira, setembro 10, 2009

quarta-feira, setembro 09, 2009

Os 10 melhores albums de 1999

O cliente que se segue é a maravilhosa banda sonora de Magnolia. Apesar de estarem incluidas músicas de Supertramp, Gabrielle e Jon Brion, a esmagadora maioria das músicas são de autoria de Aimee Mann. Paul Thomas Anderson, realizador de Magnolia, construiu de propósito para o filme situações e personagens com base nas letras das músicas de Aimee. Pérolas como Save Me ou Wise Up, o qual tem um videoclip simplesmente maravilhoso, tornam esta banda sonora inesquecível, assim como o filme que acompanha.
Aqui fica Save Me...


terça-feira, setembro 08, 2009

Os 10 melhores albums de 1999

Moby - Play

Apesar de um início tímido nas vendas, Play acabou por tornar-se no que é hoje, o melhor album de Moby. Para terem uma ideia do sucesso que Play alcançou, todas as músicas do album foram 'cedidas' para filmes, séries, publicidade e outros.
Sucesso comercial nunca é sinónimo de qualidade, porém este album conjuga na perfeição as duas coisas. Aqui fica um dos singles, Porcelain:



segunda-feira, setembro 07, 2009

Os 10 melhores albums de 1999

Sorteei um ano ao calhas e escolhi aqueles que para mim são os 10 melhores albums desse ano. Esta é a permissa para esta nova rubrica, a qual espero ter tempo para actualizar regularmente ;)
Aqui ficam as primeiras duas escolhas:

David Bowie - hours...

Este album marca a viragem do 'camaleão' ao estilo neoclássico, e à descolagem do estilo que o influenciou durante a maior parte dos anos 90, a electrónica. Um album sem dúvida marcante.
Aqui fica o primeiro single do mesmo, Thursday's Child:


Fiona Apple - When The Pawn...

O título do album, na sua verdadeira extensão é When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He'll Win the Whole Thing Fore He Enters the Ring There's No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You'll Know Where to Land and If You Fall It Won't Matter, Cuz You Know That You're Right. Só isto valeu-lhe um espacinho no livro dos recordes durante 6 anos como o mais comprido título para um album.
Curiosidades à parte, este é um dos melhores albums de Fiona Apple e sem dúvida um dos melhores de 1999. Aqui fica o single Fast As You Can :



sábado, setembro 05, 2009

sexta-feira, setembro 04, 2009

66º Festival de Cinema de Veneza




A 66ª edição do Festival de Cinema de Veneza começou esta quarta-feira, com o épico italiano «Baaria», de Giuseppe Tornatore, drama siciliano que retrata a II Guerra Mundial e o comunismo, descrito como um dos maiores filmes já produzidos no país.

A ilha de Lido abriga a edição 2009 do festival de cinema mais antigo do mundo e conseguiu atrair uma vez mais os grandes nomes do cinema como Jacques Rivette e Werver Herzog ou os cineastas franceses consagrados, Claire Denis e Patrice Chéreau.

Mas Veneza também aposta em grandes nomes de Hollywood. Matt Damon aparece em «The Informant», no papel de um informador desonesto de uma empresa, e Michael Moore levará ao festival «Capitalism: A Love Story», documentário que critica a cobiça das grandes empresas e analisa a actual recessão.

São esperados para se juntarem todos este nomes no tapete vermelho outras estrelas como Nicolas Cage, George Clooney, Oliver Stone, Charlize Theron, Eva Mendes, Richard Gere e Sylvester Stallone, que este ano será homenageado, entre outros.

O evento tem sido pressionado pela concorrência cada vez maior do festival de Toronto, que começa quando o de Veneza ainda não terminou.

«Marco Mueller apercebeu-se que este ano realmente precisa de uma programação forte, se não boa parte da imprensa internacional irá embora, o que seria um desastre», comentou Jay Weissberg, crítico especializado em cinema da revista «Variety», sobre a decisão do director do festival.

«Foi por isso que Marco inclui tantos títulos americanos, porque obviamente isso gera mais interesse da imprensa», acrescenta em comunicado.

Além dos problemas económicos, os temas dominantes deste ano incluem o horror, com «Survival of the Dead», de George Romero, e a animação, sob a forma de prémio para o criador de «Toy Story» e «Carros», John Lasseter.
in IOL

quinta-feira, setembro 03, 2009

Up - Crítica


Talvez um dos filmes de animação mais tocantes de sempre, com uma maravilhosa história de amor e de amizade, protagonizada por um 'velhote' a quem a vida deixou de fazer sentido e um pequeno escuteiro em busca do amor de um pai ausente. Uma demonstração de que todos nós, independentemente da nossa idade, condição social, cor ou credo, somos membros válidos e úteis para uma sociedade cada vez mais anti-social.
Uma guideline muito tipíca da Disney brilhantemente adaptada pela Pixar, alias, cada vez mais se vai notando nos produtos da Pixar este tipo de história mais familiar (sem com isto querer depreciar a excelente qualidade dos produtos desta animation-house com provas dadas). Uma coisa é certa, se alguma coisa podemos apontar à Pixar é a sua incapacidade em produzir um mau filme.
A história está brilhantemente escrita, não sendo necessário referir a qualidade gráfica a que a Pixar já nos habituou.

Pontuação: 8.5/10

segunda-feira, agosto 31, 2009

Disney compra Marvel



A Walt Disney anunciou hoje ter chegado a acordo para comprar a editora norte-americana Marvel Entertainment, cujas criações incluem "Homem-Aranha", "Homem de Ferro" e "X-Men", num negócio avaliado em quatro mil milhões de dólares, ou seja, 2,79 mil milhões de euros.

"Acreditamos que a junção da Marvel com o portfolio único de marcas da Disney irá criar oportunidades significativas para um crescimento a longo prazo e uma valorização das criações", afirmou o presidente executivo da Disney, Robert Iger. "Estamos muito satisfeitos por trazer este talento e estes activos valiosíssimos para a Disney".

Recorde-se que a Marvel, mítica editora de banda desenhada, publica há várias décadas grandes êxitos da banda desenhada como "Homem-Aranha", "Homem de Ferro", "X-Men", "Capitão América" ou o "Quarteto Fantástico", entre mais de cinco mil personagens.

Vários dos êxitos da Marvel já saltaram dos quadradinhos para o grande ecrã, com sequelas, sendo o "Homem-Aranha" o que melhor conquistou o cinema, com três filmes de sucesso.

O negócio prevê o pagamento de 30 dólares e 0,745 acções da Disney aos accionistas por cada acção da Marvel.
in Expresso Online

Inception by Christopher Nolan

Sabe a pouco este teaser trailer, mas o que mostra é magnifico.


sábado, agosto 29, 2009

Noel Gallagher deixa Oasis


"Noel Gallagher, o guitarrista e principal compositor dos Oasis, anunciou nesta sexta-feira no site oficial a sua saída da banda. Em comunicado publicado no site, o guitarrista pede desculpas aos fãs e afirma não suportar mais trabalhar com seu irmão, o vocalistada banda Liam Gallagher."É com certa tristeza e um grande alívio que informo minha saída do Oasis . As pessoas podem escrever e dizer o que quiserem, mas simplesmente não posso mais trabalhar com Liam nem um dia a mais. Peço desculpas a todas as pessoas que compraram bilhetes para os concertos em Paris, Konstanz e Milão", escreveu." in DN

quinta-feira, agosto 20, 2009

The Imaginarium of Doctor Parnassus

E 700 posts depois....aqui fica uma fantástica proposta, a chegar brevemente...


segunda-feira, agosto 17, 2009

The Reader - Crítica

Depois de me ter 'escapado' durante a sua estadia no grande ecrã, eis que surgiu a oportunidade de ver este filme no conforto do lar. O elemento mais apelativo deste filme, além do fabuloso elenco, é o da atribuição do Óscar para Melhor Actriz Principal a Kate Winslet.
A história é um fabuloso retrato de como a adolescência é fulcral para a nossa identidade como adultos. Kate Winslet e David Kross, ou neste caso Hanna Schmitz e Michael Berg, partilham uma história de amor aquando da fase adolescente de Michael. A separação dá-se e Michael reencontra Hanna, anos mais tarde, após o reavivar do passado obscuro da protagonista. Com uma desesperante apatia, Michael assiste ao desmurunar de Hanna, impávido mas não sereno, sofrendo ele próprio com a sua inércia. Mais tarde e já na sua fase adulta, Ralph Fiennes, ou Michael Berg, sofre por Hanna sem nunca se conseguir aproximar e demostrar o forte amor que sente por ela.
A história é bastante pesada, tocando em temas bastante sensíveis. O elenco é bastante interessante com grandes interpretações, sendo que a de Kate Winslet é a que brilha mais no firmamento.
Tendo visto ambos os filmes em que a actriz foi nomeada para o Óscar, este e Revolutionary Road, The Reader é realmente aquele em que a actriz mais se destaca, merecendo por inteiro o prémio.

Pontuação: 8/10

P.S. - Voltei ao sistema de pontuação antigo pois acho impossível conseguir cotar um filme em apenas 5 graus. Quando temos uma cotação de 4 estrelas para dois filmes distintos, muitas vezes estamos a cair no erro de 'pôr tudo no mesmo saco' sobrevalorizando ou subvalorizando os filmes em questão. Assim, a pontuação ao estilo IMDB será a utilizada em críticas futuras.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Les Paul


Um dos inventores da guitarra eléctrica e um dos pais do rock 'n' roll desaparece, aos 94 anos.

O norte-americano Les Paul, conhecido pela criação da guitarra eléctrica do mesmo nome, morreu esta Quinta-feira, 13 de Agosto, vítima de complicações provocadas por uma pneumonia.

De verdadeiro nome Lester William Polsfuss, o músico e inventor tinha 94 anos e faleceu num hospital do estado norte-americano de Nova Iorque.

O papel de Les Paul na história do rock, não só pela criação de uma das primeiras guitarras elétricas de corpo sólido como pela invenção do gravador multipistas e pelo desenvolvimento de vários efeitos de som, será certamente honrado, nos próximos dias, pelos muitos e ilustres fãs das suas guitarras.

Foi em 1952 que a Gibson começou a produzir a guitarra Les Paul, favorita de Jimmy Page, dos Led Zeppelin, Pete Townshend, dos The Who, ou Steve Howe dos Yes, entre muitos outros.

sexta-feira, julho 24, 2009

Alice in Wonderland

Aí está o teaser do filme mais aguardado, de 2010. Com a mãozinha de Tim Burton, a magia do conto de Lewis Carroll ganha vida....e de que maneira!

The Cure - Close to Me

O que é bom nunca se esquece...


quinta-feira, julho 23, 2009

quarta-feira, julho 15, 2009

Ice Age 3 : O Despertar dos Dinossauros - Crítica

As personagens mais 'geladas' da história do cinema de animação estão de volta, desta vez na companhia de mais 'amigos', e maiores por sinal!

Tive o prazer de poder assistir o filme em 3D, e posso dizer que vale bem a pena o extra que se paga em relação ao preço da sessão tradicional.

Ao contrário de outros filmes de animação (como Shrek), este Ice Age continua na mó de cima sequela após sequela, com as já habituais trapalhadas da preguiça mais conhecida da 7ª arte. Como é óbvio não podia faltar as aventuras de Scrat na sua incessante caça à bolota, desta vez com uma concorrência muito atrevida. Um argumento muito bem construido, com uma animação cada vez melhor. Não podia faltar o louvor à dobragem portuguesa, que está cinco estrelas.



sexta-feira, junho 26, 2009

Michael Jackson: 1958-2009 - O Fim de uma Era


Os primeiros anos de vida artística de Michael, nascido em Gary, no Estado do Indiana, em 1958, não foram fáceis. O pai e líder do clã Jackson, Joseph, era extremamente severo e normalmente acompanhava os ensaios dos filhos com um cinto na mão. Joseph sabia que a sua ascensão da condição operária em que se encontrava dependia do talento dos filhos e por isso, desde a formação oficial do grupo em 1964, o trabalho duro era a única realidade conhecida por Michael e pelos irmãos.

Em 1966, os Jackson Brothers passaram a responder pelo nome de Jackson 5 e o papel de Michael tornou-se mais relevante quando conquistaram um prémio numa mostra de talentos e puderam alargar o seu raio de acção até à cidade de Chicago. As constantes digressões pelo "chitlin circuit" (as salas da costa este e do sul que aceitavam artistas negros na época em que a segregação ainda se fazia sentir) renderam os seus dividendos quando em 1968 os Jackson 5 assinaram um contrato com a poderosa Motown de Berry Gordy. O sucesso chegou imediatamente.

Berry Gordy terá percebido desde logo que a sua nova contratação era especial. O segredo da Motown até aí assentava na ideia de linha de montagem, com especialistas para as fases de escrita, orquestração, produção e execução dos temas a trabalharem para que o produto final se destacasse. Para tratar especialmente dos Jackson 5, Gordy criou A Corporação, uma equipa de que faziam parte ele mesmo, Freddie Perren (que haveria de escrever êxitos para os Sylvers e Gloria Gaynor, entre outros), Deke Richards (que assinou hits das Supremes e Martha & The Vandellas) e Alphonso Mizell (parte dos Mizell Brothers, grandes responsáveis pela definição do som da década de 70 com as suas clássicas produções para gente como Donald Byrd e Bobbi Humphrey, na Blue Note).

O resultado da junção de tais talentos criativos foi devastador: os primeiros quatro singles dos Jackson 5 chegaram todos ao primeiro lugar das tabelas - "I Want You Back", "ABC", "The Love You Save" e "I'll Be There" são quatro impressionantes clássicos que serviram de pilar a uma progressão absolutamente incrível da carreira dos Jackson 5 e sobretudo de Michael Jackson. Em 1971, apenas um ano depois de "I'll Be There", Michael estreava-se a solo com o álbum Got To Be There , a forma encontrada pela Motown para fazer concorrência directa à estreia a solo de um membro de uma outra família musical muito famosa - Danny Osmond, dos Osmonds. A história não deixa dúvidas sobre quem terá ganho essa disputa...

Ben , de 1972, foi o álbum seguinte de Michael, que se mantinha nos Jackson 5 ao mesmo tempo que impulsionava a sua carreira a solo. Music & Me , de 1973 , e Forever, Michael , de 1975, foram os dois últimos registos de Michael na Motown, com o apropriadamente intitulado Moving Violation , também de 75, a ser o derradeiro trabalho dos Jackson 5 para a mesma editora..

A Epic, selo discográfico mais tarde adquirido pelo gigante Sony, foi o passo seguinte dos irmãos Jackson que deixaram na casa de Berry Gordy não apenas a sua designação oficial - a partir de 76 os Jackson 5 passaram a ser conhecidos apenas por The Jacksons - mas também o segundo irmão mais carismático, Jermaine, que por ser casado com uma filha do patrão da Motown acabou por não acompanhar a família nessa "moving violation". Joseph Jackson, o pai, comentou o facto na época: "é o meu sangue que corre nas veias de Jermaine, não o de Berry Gordy."

Em 1978, Michael assumiu o papel do Espantalho na adaptação cinematográfica do espectáculo da Broadway "The Wiz", uma nova leitura do clássico "The Wonderful Wizard of Oz" de L. Frank Baum. Com um cast inteiramente afro-americano - que registava participações de Diana Ross e Richard Pryor - dirigido por Sidney Lumet, "The Wiz" contava com a participação de Quincy Jones nas orquestrações dos temas escritos por Charlie Smalls e Luther Vandross. O filme foi um tremendo falhanço de bilheteira e crítica, mas aproximou Quincy Jones e Michael Jackson que não tardariam a fazer história.

Michael e Quincy

Quincy Jones é uma verdadeira lenda. Nascido em 1933, em Chicago, aos 18 anos já tinha deixado claro que a música seria o seu futuro, quando aceitou levar o seu trompete em digressão com o lendário Lionel Hampton. Ainda na década de 50, Jones andou em digressão com Dizzy Gillespie e, em 1957, mudou-se para a mais permissiva Paris, onde estudou, entre outros, com Oliver Messiaen, um dos maiores compositores eruditos do século XX. No mesmo ano em que os Jackson 5 nasciam, 1964, Jones tornou-se no primeiro vice-presidente negro de uma grande companhia discográfica, mais propriamente da Mercury Records. Jones tinha passado por um mau bocado antes de chegar à Mercury e declarou à revista Musician que esse foi também um período de aprendizagem: "Nós tínhamos literalmente a melhor banda de jazz do planeta, mas mesmo assim passávamos fome. Foi então que descobri que existe a música e o negócio da música. Para sobreviver, tive que aprender a diferença entre os dois."

Pode dizer-se que Jones tornou-se um especialista nessa preciosa diferença e não tardou a aplicar esse talento na descoberta de fenómenos musicais: em 1963, Lesley Gore, descoberta por Quincy, chegou a número 1 com o clássico "It's My Party". Outra área em que Quincy se notabilizou foi a escrita para cinema e aí também foi pioneiro, pois não era terreno fértil para compositores negros. A convite de Sidney Lumet (o mesmo de "The Wiz"...), Quincy Jones assinou a banda sonora de "The Pawnbroker", a primeira de uma série de bandas sonoras clássicas com o seu carimbo, como "The Italian Job" ou "In the Heat of The Night", precursoras da explosão de talento negro nos grandes ecrãs com a Blaxploitation dos anos 70.

Quando Michael conheceu Quincy no set de "The Wiz" não teve dúvidas e convidou o produtor e orquestrador para trabalhar na sua estreia a solo no catálogo da Epic que levaria o título de Off The Wall.

Editado em finais de 1979, Off The Wall é produto de uma época em que a música negra atravessava um período de transformação. Os dias do disco sound estavam a chegar ao fim e a nova época trazia consigo a promessa de um funk mais angular apoiado nas novas tecnologias electrónicas. Richard Cook, no já citado artigo de capa da Wire, descreve Off The wall como "um passo em frente na carreira de Michael, da mesma forma que Music of My Mind tinha sido um passo em frente para esse outro menino-prodígio da Motown, Stevie Wonder, quase dez anos antes." Com Rod Temperton (músico e compositor britânico que fez parte dos Heatwave, o grupo multi-nacional - com americanos, ingleses, um espanhol, um checo e um jamaicano a bordo! - que obteve enorme sucesso com o clássico "Boogie Nights") de serviço, Quincy criou um álbum que definitivamente impôs Michael como o mais popular dos artistas negros da sua época, muito graças ao enorme impacto de temas como "Don't Stop Til You Get Enough" ou "Rock With You" que levaram Off the Wall a ter um comportamento de excepção na Billboard: 48 semanas no Top 20 que se traduziram em 20 milhões de cópias vendidas em todo o mundo!

Thriller

Em 1984, quando foram divulgadas as até então inéditas 12 nomeações do homem de Thriller para os Grammys, o New York Times escrevia que "no mundo da música pop há Michael Jackson de um lado e todas as outras pessoas do outro". O incrível dessa frase é que quando foi originalmente publicada não continha o mínimo exagero porque, de facto, Michael era um singular caso de sucesso e talento.

Gravado entre Abril e Novembro de 1982, Thriller contou com a colaboração de vários dos membros dos então líderes do rock mais adulto, os Toto, que nesse mesmo ano tinham visto a sua reputação aumentar graças ao enorme sucesso do tema "Africa" (impressionante obra-prima AOR!). Por esta altura, tudo indica que Quincy Jones já tinha dominado na perfeição a diferença entre música e negócio, conseguindo conjugar as duas faces da mesma moeda de forma absolutamente perfeita. Richard Cook escrevia em 1991 que "o que eleva este disco é a forma como Jackson ilumina os valores de produção absolutamente perfeitos de Jones com uma personalidade explosiva."

Ou seja, Thriller , pode dizer-se, é um disco sem falhas que traduz a sua época (ver caixa) ao mesmo tempo que antecipa o futuro numa produção absolutamente visionária encimada por uma interpretação de puro génio. "Billie Jean", "Beat It" ou "Thriller" são canções a todos os títulos perfeitas que Michael transformou em poderosos clássicos que teimosamente recusam a passagem do tempo: todos os anos saem para o mercado de djs bootlegs desses temas que provam a sua eterna vitalidade nas pistas de dança.

Em 1984, a Time Magazine descrevia Michael como "estrela de discos, rádio e vídeos rock. Uma equipa de um só homem capaz de salvar a indústria. Um escritor de canções que estabelece o ritmo para uma década. Um bailarino com os pés mais sofisticados da rua. Um cantor que atravessa todas as divisões de estilo, gosto e até cor. Michael Jackson, 25 anos de idade." Thriller era um álbum com 9 temas. Sete chegaram ao top 10 de singles. E isso tem que querer dizer alguma coisa. Sozinho, Thriller deu à indústria discográfica uma das melhores performances até à época. E também estabeleceu uma nova fasquia para o sucesso de um artista: em 84, John Branca, advogado de Michael, explicava à revista Time que o seu cliente tinha uma das mais altas percentagens de royalties do país que se traduziam em dois dólares por cada unidade vendida. Multiplicando esses dois dólares pelos 100 milhões de cópias vendidas é fácil perceber de onde veio a vida de luxo extremo levada por Michael a partir do rancho Neverland equipado com o seu próprio parque de diversões e zoo privado.

Thriller, 25 anos depois

Vinte e cinco anos passados sobre a edição de Thriller deixam claro que Michael nunca mais atingiu a fasquia desse álbum (apesar de haver momentos especiais em Bad , o álbum que marca a última colaboração com Quincy Jones, como são os casos de "Smooth Criminal" e "Man in the Mirror"), mas também que a pop nunca mais foi a mesma. Michael ajudou a transformar a pop num negócio global e, de certa forma, foi uma vítima dessa nova realidade, vendo a sua vida exposta nos media de todo o mundo. Homem profundamente perturbado, teve problemas com a lei devido ao seu relacionamento com menores que muitas testemunhas descreveram em tribunal ser pouco saudável, para usar um eufemismo. Também não lidou com a paternidade da melhor forma e o episódio do filho pendurado numa janela de hotel foi mais uma das manchas na sua vida. Desaparece agora deixando uma obra ímpar e colossal. E, pode dizer-se, com ele morre uma era.


Texto de Rui Miguel Abreu

Foto: Rita Carmo/Arquivo

ARTIGO ORIGINALMENTE PUBLICADO NA REVISTA BLITZ

quinta-feira, junho 25, 2009

Michael Jackson


A estrela pop Michael Jackson morreu esta quinta-feira em Los Angeles, aos 50 anos. O músico sofreu uma paragen cardio-respiratória e não respondeu favoravelmente às manobras de reanimação por parte dos paramédicos, que o tentaram socorrer em casa.
Michael começou a dançar aos 5 anos, iniciando a sua carreira profissional aos 11 anos como vocalista do grupo Jackson 5, formado por ele e os seus irmãos. Em 1971 começou uma carreira a solo, atingindo o auge com o lançamento de Thriller em 1982, o album mais vendido no mundo até hoje.

quinta-feira, junho 04, 2009

David Carradine


O actor David Carradine, estrela da série televisiva dos anos 1970 «Kung Fu», foi encontrado morto em Banguecoque, informou hoje um porta-voz da embaixada norte-americana.
A morte do actor, 72 anos, foi confirmada pelo porta-voz da embaixada norte-americana que acrescentou que David Carradine terá morrido na quarta- feira à noite ou hoje de madrugada.
O sítio da Internet do jornal tailandês The Nation cita fontes não identificadas da polícia e noticia que o actor foi encontrado enforcado no seu luxuoso quarto de hotel, pelo que a hipótese de suicídio não está fora de questão.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, citando a ABC, o actor terá morrido de causas naturais.
David Carradine fazia parte de uma família famosa de actores de Hollywood que incluía o seu pais, o actor John Carradine, e o irmão Keith Carradine.
David Carradine integrou o elenco de mais de 100 filmes realizados por nomes como Martin Scorsese, Ingmar Bergman e Hal Ashby.
Foi porém a sua personagem de Kwai Chang Caine, um monge shaolin que atravessava a fronteira oeste dos Estados Unidos em 1800, na série televisiva "Kung Fu" que o tornou famoso entre 1972 e 1975.
Ele retomou esta personagem em meados dos anos 1980 num filme de TV e nos anos 1990 na série "KKung Fu: a lenda continua".
David Carradine voltou ao top mais recentemente quando interpretou Bill, no filme "King Bill" de Quentin Tarantino.
David Carradine, que nasceu a 08 de Dezembro de 1936 em Hollywood (Califórnia), tinha ainda um meio irmão, Robert Carradine.
Diário Digital / Lusa

quarta-feira, junho 03, 2009

Rita Redshoes - Choose Love

O video não é muito do meu agrado, mas a música é soberba. Enjoy...


Star Trek - Crítica



Este é o reboot perfeito para a maior saga espacial alguma vez criada. Star Trek renasce pela mão do génio J. J. Abrams. O regresso às origens, muito ao estilo de Batman Begins, mostra-nos uma Enterprise acabadinha de construir, e um grupo de cadetes desajeitados mas com talento, que mais tarde se tornarão na conhecida tripulação da nave. A história está muito bem construida, as prestações de Zachary Quinto como Spock, Chris Pine como James T. Kirk são de louvar. Alias, todo o elenco está fantástico e muito bem dirigido.
Nunca fui um grande fã de Star Trek (Star Wars addict, sorry), mas JJ Abrams conseguiu-me cativar com este filme e concerteza esperarei ansiosamente por novos episódios da saga.


quinta-feira, maio 28, 2009

terça-feira, maio 26, 2009

X-Men Origens: Wolverine - Crítica



O X-Men mais famoso está de volta, desta vez com um filme só para ele. O pouco explorado, logo sumarento, passado de Wolverine é trazido à luz do dia com este filme. Podia ter sido bastante interessante, por ventura com mais qualidade que os anteriores X-Men, mas falha redondamente não passando de uma película mediana. A história é desinteressante e não tem o final esperado, que era a óbvia ligação com a entrada de Wolverine no primeiro X-Men.
Um dos pontos positivos, principalmente para os amantes desta BD, é a entrada de novos 'mutantes', dando a conhecer ao público em geral personagens famosas do universo X-Men.
A fabulosa ideia inicial do Origens é deturpada dando a ideia que este filme passou de um 'Dark Knight' para um 'Batman e Robin', onde ao longo da filmagem se perde o valor por detrás da ideia. Não nego um novo filme sobre os X-Men, mas outro Origens deve ser completamente afastado.

Empire - Capa Julho 2009


domingo, maio 24, 2009

Cannes 2009



O português João Salaviza, de 25 anos, venceu a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem. No festival de Cannes também se sagraram vencedores Charlotte Gainsbourg (Melhor Actriz em Antichrist), Christoph Waltz (Melhor Actor em Inglorious Basterds) e Brillante Mendoza (Melhor Realizador por Kinatay).
O Grande Prémio foi para Jacques Audiard por A Prophet. Lou Ye ganhou Melhor Argumento por Spring Fever.
Já reputada Palma de Ouro foi para Michael Haneke por The White Ribbon. Das Weisse Band, no título original, retratando estranhos rituais numa escola rural no norte da Alemanha na era pré-Primeira Guerra Mundial, foi igualmente eleito o Melhor Filme pelo júri da Fripesci (Federação Internacional de Críticos de Cinema).
Na categoria Un Certain Regard, foi eleito Politist, Adjectiv, do romeno Corneliu Porumboiu. Ainda nesta categoria, o prémio da Fundação Groupama Gan foi parar às mãos de Yorgos Lanthimos, por Dogtooth.
Duas distinções especiais foram entregues a ao filme que inaugurou o evento No Knows About Persian Cats, de Bahman Ghobadi, e Father of My Children, de Mia Hansen-LoveEntre os filmes exibidos na Quinzena dos Realizadores, o prémio foi para o drama Amreeka, de Cherien Dabis, em torno de uma mãe solteira imigrante vivendo em Illinois.
A Caméra d’Or coube a Samson et Delilah, de Warwick Thornton, neste certame que distinguiu, a título especial, Alain Renais. - Destak.pt

Harry Potter and The Half-Blood Prince

Já falta pouco para este, e lá estarei....apesar da azia ainda persistir por causa do adiamento da estreia.



Sherlock Holmes

Este promete bastante...

Lost 5x14-17


Esta temporada foi de loucos, e a melhor até agora. Apesar do season finale ter sido o mais fraco das cinco temporadas. É verdade, não se acaba uma temporada com um fundo branco depois de tanta emoção. Ainda mais quando se tem pela frente cerca de oito meses de espera até a derradeira temporada. Uma coisa é certa, ainda falta uma temporada mas já começo a sentir saudades da melhor série que a tv já teve.


Aqui ficam os títulos dos últimos quatro episódios:
5x14 - The Variable

5x15 - Follow The Leader
5x16 - The Incident Part 1
5x17 - The Incident Part 2

sexta-feira, maio 08, 2009

Propellerheads ft. Shirley Bassey - History Repeating

Grande senhora em qualquer estilo. Uma música inesquecível.

Guinness

Um espectacular anúncio para a melhor cerveja do mundo...



terça-feira, maio 05, 2009

domingo, maio 03, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

Ornatos Violeta - Melhor Álbum Português dos últimos 15 Anos


O segundo álbum dos Ornatos Violeta, O Monstro Precisa de Amigos , é o grande vencedor da votação levada a cabo pela Antena 3, com o fim de apurar qual o melhor álbum português dos últimos 15 anos. Os ouvintes daquela estação, que ontem assinalou o seu 15º aniversário, deram vitória folgada à banda do Porto, que obteve mais do dobro dos votos do segundo classificado, Silence Becomes It , dos Silence 4. Em terceiro ficou Beatsound Loverboy , de Slimmy. Veja aqui a lista dos 15 discos mais votados pelos ouvintes da Antena 3, a partir de uma lista de 100 álbuns disponíveis no site da estação.

1. Ornatos Violeta - O Monstro Precisa de Amigos
2. Silence 4 - Silence Becomes It
3. Slimmy - Beatsound Loverboy
4. Mão Morta - Nus
5. Xutos & Pontapés - Ao Vivo na Antena 3
6. The Gift - Vinyl
7. Blasted Mechanism - Namasté
8. Da Weasel - Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder
9. David Fonseca - Dreams in Colour
10. Deolinda - Canção ao Lado
11. Humanos - Humanos
12. Pedro Abrunhosa & Bandemónio - Viagens
13. Moonspell - Memorial
14. Sam the Kid - Pratica(Mente)
15. Clã - Lustro

Today - Smashing Pumpkins


Smashing Pumpkins Today
Enviado por skinandbones

terça-feira, abril 28, 2009

Simone de Oliveira - Sol de Inverno



Sabe deus que eu quis
Contigo ser feliz
Viver ao sol do teu olhar,
Mais terno.
Morto o teu desejo
Vivo o meu desejo
Primavera em flor
Ao sol de inverno
Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.
Beijos que te dei
Onde estão
A quem foste dar
O que é meu
Vale mais não ter coração
Do que ter e não ter, como eu.
Eu em troca de nada
Dei tudo na vida
Bandeira vencida
Rasgada no chão,
Sou a data esquecida
A coisa perdida
Que vai a leilão.
Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.
Vivo de saudades, amor
A vida perdeu fulgor,
Como o sol de inverno
Não tenho calor.

domingo, abril 26, 2009

Lost - 5x09-13


Tenho andado atrasado com as minhas mini-criticas aos episódios do Lost. A verdade é que me repetiria vezes sem conta nessas mesmas criticas. Os episódios da 5ª temporada têm sido explêndidos. Muito tem sido revelado, mas os 'grandes' mistérios adensam-se enquanto se prepara o final da série marcado para Maio de 2010. Asnifff...nem vale a pena pensar nisso...asniff.

Aqui fica os nomes do episódios:


5x09 - Namaste

5x10 - He's Our You

5x11 - Whatever Happened, Happened

5x12 - Dead is Dead

5x13 - Some Like it Hoth


Como já tinha dito ali na barrinha do lado esquerdo (Twitter), esta semana não ouve Lost, tendo o novo episódio sido substituido por um especial com um recap de toda a série até este momento. Para a semana há mais.

segunda-feira, abril 20, 2009

Desafio

A minha habitual desafiadora, Amorita, deixou-me um belo desafio. Este consiste em escolher um ano de nomeações dos Óscares e elaborar as minhas escolhas nas categorias de melhor filme, melhor realizador, melhor actor e melhor actriz.
Um dos anos em que mais discordei das escolhas da academia, foi o de 2007. A verdade é que o ano de 2006 brindou-nos com cinema do melhor, tornando a escolha dos vencedores muito mais dificil. Mesmo assim, e sem tirar mérito aos vencedores, penso que poderiam ter sido feitas melhores escolhas. Aqui fica as listas dos nomeados e vencedores, com a indicação de que eu acho que merecia levar a estatueta dourada para casa.

1 - Melhor Filme
Os nomeados:
The Departed
Babel
The Queen
Little Miss Sunshine
Letters From Iwo Jima
O vencedor: The Departed
A minha escolha: Babel
2 - Melhor Realizador

Os nomeados:
Martin Scorsese - The Departed
Clint Eastwood - Letters From Iwo Jima
United 93 - Paul Greengrass
Stephen Frears - The Queen
Alejandro González Iñárritu - Babel

O vencedor: Martin Scorsese
A minha escolha: Alejandro González Iñárritu
3 - Melhor Actriz

Os nomeados:
Kate Winslet - Little Children
Helen Mirren - The Queen
Judi Dench - Notes on a Scandal
Meryl Streep - The Devil Wears Prada
Volver - Penélope Cruz

O vencedor: Helen Mirren
A minha escolha: Penélope Cruz/Meryl Streep
4 - Melhor Actor

Os nomeados:
Forest Whitaker - The Last King of Scotland
Leonardo DiCaprio - Blood Diamond
Ryan Gosling - Half-Nelson
Will Smith - The Pursuit of Happyness
Peter O'Toole - Venus

O vencedor: Forest Whitaker
A minha escolha: Leonardo DiCaprio/Ryan Gosling

If There is a God/Stay - Smashing Pumpkins

Boa semana ;)

segunda-feira, abril 13, 2009

segunda-feira, abril 06, 2009

terça-feira, março 31, 2009

Matrix - 10 Anos

Já lá vão 10 anos desde o nascimento deste marco do cinema de ficção científica.


segunda-feira, março 30, 2009

Clássicos para uma semana descomplicada

Nada como começar a semana da melhor maneira, com música boa a tocar bem alto. A primeira é um clássico, a segunda uma versão de um clássico. Aqui ficam:

Peter Gabriel ft. Kate Bush - Don't Give Up



Youth Group - Forever Young (original dos Alphaville)

sábado, março 28, 2009

"Homens sábios falam porque têm algo a dizer; Tolos falam porque têm que dizer algo”
Platão

sexta-feira, março 27, 2009

Harry Potter and The Half-Blood Prince

Novos posters acabadinhos de serem impressos.
















Desafio

A Jubylee deixou aqui no cantinho um desafio muito interessante. As regras são simples; pegar no livro que se está a ler no momento, abrir na página 161 e transcrever a 5.ª frase dessa página. Apesar de não ler tanto quanto gostaria de ler, comecei à pouco tempo um clássico da literatura inglesa, Paradise Lost de John Milton. Como este livro é uma obra poética, acho que retirar apenas uma frase tiraria todo o sentido à mesma. Assim, aqui ficam os versos onde se inclui a quinta frase:

"Under their hierarchs in orders bright
ten thousand thousand ensings high advanced,
Standards and gonfalons 'twixt van and rear
stream in the air, and for distinction serve
of hierarchies, of orders, and degrees"

sexta-feira, março 20, 2009

quinta-feira, março 19, 2009

Suede - Saturday Night

Natasha Richardson


"Natasha Richardson, filha da actriz e activista de direitos humanos Vanessa Redgrave e mulher do actor Liam Neeson, caiu numa pista para principiantes em Montreal, durante uma aula de esqui, na segunda-feira. Inicialmente, não pareceu ter ficado ferida, mas uma hora depois queixou-se de dores de cabeça. Piorou e foi levada para um hospital perto de casa, em Nova Iorque, onde a família se juntou.
O pai de Natasha Richardson era o realizador Tony Richardson. Os avós maternos eram os actores Michael Redgrave e Rachel Kempson. A actriz Lynn Redgrave, com quem Richardson e a mãe contracenaram no filme de 2005 "A Condessa Branca", é uma das suas tias.
A sua carreira pode ter sido eclipsada pelos perfis do resto da família, mas Natasha Richardson era respeitada pela qualidade e versatilidade dos papéis que representou. Ganhou um Tony em 1998 por uma nova produção do musical "Cabaret" da Broadway, onde representava o papel da boémia Sally Bowles, e desempenhou inúmeros papéis no palco, na televisão e no grande ecrã.
Foi Blanche Du Bois em "Um Eléctrico Chamado Desejo" de Tennessee Williams, em 2005, e foi nomeada para um segundo Tony pela participação noutra reapresentação da Broadway, "Anna Christie", de Eugene O'Neill.
Na sua juventude, foi considerada uma das mais promissoras actrizes da sua geração e ganhou reputação de especialista em papéis dramáticos especialmente desafiadores.
O realizador Paul Schrader, que a dirigiu em vários filmes, disse um dia que havia nela "uma qualidade de mistério". "Podemos assistir [a uma representação sua] durante grande parte de duas horas e ainda pensar que nos vai trazer algo de novo."
Para além de ter entrado em "Patty Hearst" (1988) de Schrader, onde interpretava a herdeira raptada, e no thriller psicológico "The Confort of Strangers" (1990), do mesmo realizador, foi a estrela de dramas literários como "A Month in the Country" (1987), ao lado de Colin Firth, e "The Handmaid's Tale" (1990), com Robert Duvall.
O especialista em cinema David Kipen disse: "Richardson irradiava inteligência em tudo o que fazia. Provocou entusiasmo com Shakespeare, Tchekhov, O'Neill, Williams e Ibsen, e podia cantar, para além disso. Se o cinema nunca soube exactamente o que fazer com ela, isso parece-me mais falha do meio do que dela".
Natasha Jane Richardson nasceu em Londres a 11 de Maio de 1963. Estreou-se no palco com quatro anos, dirigida pelo pai, que morreu em 1991. O casamento dos pais acabara muito antes, na sua infância. Aos 17 anos, conseguiu entrar na Central School of Speech and Drama de Londres sem revelar o seu nome verdadeiro. Começou nos teatros de West End com uma produção de "A Gaivota", de Tchekhov, levada à cena em 1985 - a estrela era a sua mãe.
Foi uma forma ousada de começar a carreira, mas ela disse mais tarde ao jornal "The New York Times": "Se mergulhamos na parte funda, temos de nadar até à parte mais baixa, mas se saltamos na parte baixa, o fundo parece terrivelmente longínquo". Durante esta peça, começou uma relação com o produtor Robert Fox, com quem se viria a casar. Deixou-o para se casar com Neeson, com quem contracenou em "Anna Christie". Tiveram dois filhos." -
in Público Online

quarta-feira, março 18, 2009

Millard Kaufman


"O escritor e guionista Millard Kaufman, criador da personagem de animação Mr. Magoo (Pitosga), faleceu em Los Angeles aos 92 anos, vítima de paragem cardíaca, noticiou a imprensa local.
A morte do guionista ocorreu no passado sábado, no hospital Cedars-Sinai de Los Angeles, mas só agora foi noticiada.
Kaufman foi duas vezes candidato a um Óscar pelos guiões de "Take the High Ground!" (1953) e "Bad Day at Black Rock" (1955).
Mr. Magoo, um milionário míope, a personagem de animação que lhe deu fama, apareceu pela primeira vez no cinema em "The Ragtime Bear" (1949), realizado por John Hubley.
Aos 90 anos, Kaufman publicou um romance, "Bowl of Cherries", e, nos últimos dois anos, teve ainda tempo para terminar outro, "Misadventure", que deverá estar nas livrarias no próximo Outono.
Dos guiões que escreveu para o cinema destacam-se ainda "Raintree County" (1957), "Never So Few" (1959), "The War Lord" (1965), "Living Free" (1972) e "The Klansman" (1974)." -
in Expresso

Muse - Sing for Absolution

terça-feira, março 10, 2009

Lost 5x08 - LaFleur

O ritmo abrandou um pouco esta semana, mas continua a trazer novas surpresas a cada segundo que passa. O episódio mais calmo mas muito interessante. Principalmente aquele grande objecto no início...;)
Agora toca a esperar até à próxima semana porque n'es pas de Lost esta quarta-feira. Asnifff

Pirataria - Round 1

"A AGECOP pretende criar um movimento que leve o Governo a punir quem recorre à cópia ilegal de música, vídeos e livros através da Internet.
«As indústrias culturais não sobreviverão se não se tomar uma atitude. Já temos um quadro legislativo que proíbe downloads ilegais, mas não há aplicação no terreno», refere Tozé Brito, produtor de música e responsável da AGECOP, inquirido pelo Público.
Tozé Brito lembra ainda que França e Irlanda já começaram a implementar o corte de acessos à Net como punição para quem descarrega ou distribui ficheiros piratas na Internet.
A proposta da AGECOP deverá ser analisada hoje durante uma acção de formação na Universidade Nova de Lisboa.
" in Exame Informática

Ao ler esta notícia a pessoa pergunta-se se continuamos a viver num estado livre e democrático. As minhas dúvidas já eram grandes, mas com propostas destas qualquer sombra de dúvida é completamente dissípada. Não tarda cortaremos o acesso a carros a quem poluir mais, cortaremos a água a quem consumir mais, e já agora se ganhasse um bom ordenado, também era melhor cortá-lo.
Este grande engenheiro da música, aka Tozé Brito, devia propor o corte do IVA nos produtos culturais (numa nação de asnos a cultura é um luxo) onde comparando com a Inglaterra, o IVA dos livros é 0% (menos 5% que cá), e os restantes produtos culturais têm uma taxa de 5% (menos 15% que cá). Devia propor também o corte das margens brutais de lucro das editoras e distribuidoras. Aí sim podia queixar-se que o negócio é afectado pela pirataria.
Eu faço todas as minhas compras culturais fora do País e fora da zona euro, apenas compro música nacional em Portugal. Mencionando um dos posts anteriores, é impossivel em Portugal comprar Damien Rice a 5 euros cada cd, Sleepingdog nem existe por cá, Matrix Trilogy a 20 euros ou o Anjos na América por 8 euros. Sem falar no preço completamente estúpido das séries de TV.
Considero justo poder ouvir um cd do início ao fim (e não 30s de cada música) antes de poder comprar. Alias, ninguém compra um carro só por o ver por fora. Considero crime e pirataria quem lucra com o trabalho dos outros, isto é, que faz o download e vende esse mesmo download para proveito próprio. Isso sim devia ser combatido. Não venham atrás de pessoas que gostam de ouvir música, ler um livro ou ver um filme, mas que não têm a possibilidade de o comprar porque preferem alimentar-se a pagar os preços exorbitantes de produtos culturais em Portugal.

P.S.-Ser despedido dá uma dor de corno enorme!

Compras

Como partilho da ideia de que quem ganha o dinheiro é que deve ter o prazer de o gastar, lá fui eu fazer mais umas compritas na Amazon. Não consigo parar de fazer compras naquela loja. Os preços são um must.









segunda-feira, março 09, 2009

Propostas Musicais

Aqui vão mais duas propostas musicais, e desta vez apenas senhoras.
A primeira já é uma repetente por aqui. Chama-se Feist e a música que vos deixo vem do álbum Let It Die, o segundo da artista. Aqui fica Mushaboom:





A segunda música que aqui deixo vem da longínqua Austrália. A autora tem por nome Lenka e esta The Show é retirada do álbum homónimo, de 2008.



9 Crimes - Damien Rice

Boa Semana ;)

O Bom e o Mau

O Bom



O Mau



O Bom



O Mau



segunda-feira, março 02, 2009

Nick Cave and The Bad Seeds Ft. Kylie Minogue - Where The Wild Roses Grow

Lost 5x07 - The Life and Death of Jeremy Bentham



Eu sabia....que o ****** não ******* muito tempo *****. ehehehehe
Como já deu para perceber, mais um grande episódio. Esta série está imparável.

P.S. - Previously on Lost - Infelizmente, a teoria de que o Ben cumpriu uma promessa antiga começa a ganhar adeptos. Ai....

Annie Leibovitz


"A crise económica parece ter atingido a fotógrafa Annie Leibovitz que, segundo o “The New York Times”, empenhou não só algumas das suas propriedades mas também parte da sua obra (direitos de autor, negativos das fotografias) em troca de um empréstimo de 15 milhões de dólares (cerca de 11,7 milhões de euros).Nas últimas décadas, Leibovitz fez algumas das mais célebres fotografias de actores, cantores e artistas e figuras públicas, da rainha Isabel de Inglaterra a Michelle Obama, a nova primeira-dama dos Estados Unidos, que foi recentemente capa da revista "Vogue", um dos títulos para o qual Leibovitz trabalha. São os direitos sobre estas fotografias, e ainda as que a fotógrafa irá fazer no futuro, que a partir de agora pertencem à empresa Art Capital, que se especializou numa tendência recente: emprestar dinheiro, recebendo arte como garantia. Quando Leibovitz terminar de pagar o empréstimo, os direitos sobre o trabalho voltarão a pertencer-lhe. Ian Peck, um dos sócios da Art Capital, disse ao "The Guardian", que desde o início da crise a empresa viu aumentar em 30 ou 40 por cento o número de clientes, e tem hoje na sua posse obras de artistas como Willem de Kooning, Mark Rothko, Andy Warhol, Henry Moore e Picasso." - in Público