"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo... "
Estás longe, mas ao mesmo tempo sempre junto a mim. A cada batida do meu coração recordo-me do teu beijo, da tua caricia, do teu amor. Aqui fica uma dos teus poemas favoritos da autoria de Fernando Pessoa. Com carinho...
Depois de The Matrix e de V for Vendetta, os manos Wachowski trazem-nos Speed Racer. As únicas palavras que me ocorrem é....what the f**k?!? Mas a cada vez que vejo este trailer, vou ficando mais apaixonado pela cor, meu deus, a cor...
Aqui vão mais umas estreias para 2008. E o tempo continua a não esticar...
Começando pelo promissor Penelope, com Christina Ricci, que conta a historia de Penelope (Ricci), uma rapariga que passou uma parte da sua vida presa a uma maldição familiar e que decide ir à procura do verdadeiro amor, a única coisa capaz de quebrar a sua maldição.
O segundo trailer que vos trago é sobre uma das mais desconcertantes e perturbadoras estreias de 2008, até ao momento. Este Funny Games, de divertido apenas tem o nome. Com Naomi Watts (21 Gramas, King Kong) e Michael Pitt (Last Days, Murder by Numbers), este filme relata-nos o drama vivido por uma familia nas mãos de dois jovens sádicos.
Parece que 2008 é o ano de Hayden Christensen, depois de Awake (já mencionado anteriormente), agora surge o trailer deste Jumper, onde Hayden representa um jovem que possui uma capacidade especial, tudo devido a uma anomalia genética, consegue teletransportar-se para qualquer lado. À medida que vai descobrindo o seu dom, descobre também que este já existe à muitos séculos e que ele não é o unico a possuí-lo. Irá também descobrir que existe uma luta centenária entre os 'jumpers' e aqueles que os juraram matar.
Baseado numa história verídica, surge Music Within que gira em redor dos espólios da guerra do Vietnam. Ron Livingston (Adaptation), surge na pele de um veterano da guerra do vietname que ficou surdo devido ao rebentamento de uma bomba. Vivendo um dia à dia de discriminação, ele irá encetar uma luta contra o preconceito e favor dos direitos de todos os deficientes americanos.
E um dia o mestre da representação decidiu escrever, 'musicar', realizar e protagonizar uma película. Só poderia ser o mestre Anthony Hopkins a imaginar este Slipstream. O idoso argumentista Felix (Hopkins)viveu toda a sua vida entre dois estados de existência, na realidade e no seu mundo interior. Durante a escrita de um guião sobre um drama misterioso, e sem ter a noção de que o cérebro está à beira da implosão, Felix é confrontado com a presença das suas personagens, na vida real, e vice-versa.
Por fim, e depois de X-men e Superman Returns, eis que o realizador Bryan Singer regressa com Valkyrie, um épico sobre a Segunda Guerra Mundial. Toda a trama gira em torno de uma suposta tentativa de assassinato de Hitler, que terá tido lugar no apogeu da Segunda Grande Guerra. Já sei, o rapaz que gosta de saltar em cima de sofás é o protagonista, mas temos que dar o beneficio da dúvida, ele é um marco da história do cinema e isso ninguem poderá apagar. Como é claro, estou a falar de Tom Cruise.
Aí está o primeiro filme baseado na trilogia His Dark Materials de Philip Pullman, A Bússola Dourada. Desde o início esta película é envolta num marketing poderoso onde se anuncía aos sete ventos que é obra dos mesmo produtores de O Senhor dos Anéis. O elenco é de luxo, contando com Nicole Kidman, Daniel Craig, Sir Christopher Lee, Sir Ian McKellen, entre outros. Ao querer apontar para as estrelas, e ao tentar ombrear com a poderosa trilogia de J. R. R. Tolkien, A Bússola Dourada cai por terra pelo simples facto de a história, neste primeiro volume, ser algo fraca e vaga, limitando a apresentar as personagens e o Universo em que elas vivem, alimentando-se essencialmente nessas histórias paralelas nunca desenvolvendo o suficiente a trama principal. A representação de Daniel Craig é pálida, não passando de um 'cameo', tal a duração da mesma. Nicole Kidman tem um desempenho razoável como vilã da trama, mas pode melhorar bastante. De resto, e o que se aproveita realmente, são os CGI introduzidos no filme. O desenho dos 'demónios', a sua transição entre diferentes animais, os cenários irrepreensíveis, a luta entre ursos polares, e até mesmo todo o desenho de Iorek Byrnison, o urso polar pelo qual Ian McKellen dá a voz. A minha palavra de apreço vai mesmo para toda a equipa CGI que conseguiu trazer algum brilho a este filme. A estucada final vai mesmo para o fim do filme. Compreende-se que, sendo que se trata de uma trilogia, deve-se deixar a história em aberto para 'abrir o apetite' aos espectadores. Mas o que é feito no fim deste filme é simplesmente demais. Fica a faltar algo, ou muito, no fim do filme. Resta saber o quanto cortaram à obra original. No fim apenas me lembro de uma palavra, desilusão.
Mais um minuto para poder saciar o vício, desta vez com cantoria por parte de Johnny Depp e Helen Bonhan Carter, Sweeney Todd e Mrs. Lovett respectivamente. Resta-nos ir aguentando até 31 de Janeiro de 2008, data de estreia em Portugal.
O actor Will Smith provocou a raiva do produtor de seu mais recente filme, "I am legend", depois do actor ter deixado escapar o final da longa-metragem. A gafe ocorreu durante uma conferência de imprensa em Tóquio, nesta terça-feira (4). Durante o lançamento do filme, Smith revelou detalhes da história do início ao fim, fazendo com que o co-produtor e co-argumentista Akiva Goldman gritasse: "não reveles o final!". Em seguida, Goldsman fingiu estar surpreso, mas era tarde demais, e os assessores de imprensa pediram aos presentes que guardassem segredo para não estragar a experiência do público. Na trama, Will Smith interpreta um patologista que luta contra um vírus fabricado artificialmente. O filme é baseado no romance homônimo de Richard Matheson, de 1954. O filme estreia simultaneamente nos Estados Unidos e no Japão em 14 de Dezembro.
Nas minhas habituais visitas ao blog Deuxieme, deparo-me com um post sobre este clip que aqui vos deixo. É nada mais do que o anúncio de natal do espumante Freixenet, realizado por Martin Scorsese. Todo ele é uma homenagem ao film noir e ao seu expoente máximo, Alfred Hitchcock . Puro Génio!
Existem filmes que, por mais vezes que sejam emitidos, nunca cansam o espectador. Este filme é claramente um desses. Ainda ontem passou pela RTP1, e a cada reencontro que tenho com este filme, é como fosse a primeira vez que o visse. Simplesmente brilhante, um filme tocante, imperdível. A cena que vos deixo também é, em si,imperdível. Claro está, a música de Neil Young também dá a sua ajuda. Dúvido que alguém ainda não tenha visto este maravilhoso Philadelphia, mas mesmo assim deixo o aviso que o video contém spoilers.
Ultimamente este albúm tem tocado em 'power-play' no meu Ipod. Não consigo parar de ouvi-lo. Simplesmente porque é maravilhoso. E que prazer me dá ouvir, principalmente, o dueto de Michael Bublé com Ivan Lins em Wonderful Tonight, original de Eric Clapton. Aquele toque de bossa nova que faz a música se transformar por completo. Soberbo. E depois temos um melódico e não menos soberbo Lost. Anima-se o espiríto bebendo de Everything a energia necessária para dançar ao longo do albúm. Divinal é a voz de Bublé, provavelmente na melhor versão que já ouvi de Always on My Mind, original interpretado por Brenda Lee. Assim se resume a última obra de Michael Bublé. É maravilhoso ver o que este artista, considerado por muitos o novo Sinatra, consegue fazer descolando do estilo que o tornou tão popular. Descansem os fans mais 'hardcore' de Bublé, o seu estilo músical caracteristico continua lá, só que desta vez é acompanhado por uma meskla de novos sons e ritmos que fazem deste albúm o melhor de Bublé até à data. Denota-se a vontade do artista, de querer começar a percorrer novos caminhos. Por mim está num óptimo caminho.
Depois deste 'teaser poster', eis que chega o trailer da última obra de J.J. Abrams, produtor da lendária série Lost. Cloverfield tenta ser, desde já, um filme que aposta num jogo de sombras fabuloso onde é dado a conhecer ao espectador o minímo possível para apenas captar-lhe o interesse. Possui um estilo de filmagem muito ao estilo de Blair Witch Project e uma máquina brutal de marketing como à muito não se via. E o objectivo foi alcançado, meio mundo está em pulgas por este filme....me included!!
Mais um documentário de Michael Moore. Desta vez, o cineasta aponta as baterias ao, bastante duvidoso, sistema de saúde dos EUA. Moore consegue provar o seu ponto de vista, mostrando ao pormenor um sistema de saúde gerido por privados, abusador e sem escrúpulos. Mas este documentário peca por ser pouco imparcial, vangloriando o sistema público de saúde de outros países e mostrando esse caminho como o único possivel. Sabendo que esses sistemas não são perfeitos, tenta passar a imagem de ser tudo um mar de rosas. Além disso apenas mostra ao público como é um sistema gerido por privados e um sistema gerido pelo estado, sem nunca mostrar como seria um sistema misto onde as duas realidades pudesses existir. Apesar de ser um bom cineasta e de dar a conhecer os pontos fracos de uma cultura que se diz a mais avançada do planeta, Moore não consegue ser imparcial.
Elizabeth - A Idade do Ouro é um filme soberbo em termos de caracterização, guarda-roupa e cenários. Soberba, é também a representação de Cate Blanchett (Rainha Elizabeth I), cheia de garra, de sentimento, quase divina. Mas existe também um lado negativo em todo este protagonismo. O exagerado centrismo da personagem da Rainha, faz com a representação do resto do elenco seja pouco convincente, quase inexistente. É esta tentativa, por parte do realizador Shekhar Kapur, de tornar a figura de Elizabeth numa figura mítica, que deita por terra todo o trabalho desenvolvido ao nível da caracterização. Também são dados alguns pontapés na História para que a dita 'muleta romântica' assente como uma luva. Com isto, o que poderia ser uma obra essencial em qualquer cinemateca, torna-se num filme agradável de ver, mas despido de espectacularidade. Cate Blanchett mostra-se capaz de abraçar qualquer papel e de dar-lhe todo o seu corpo e alma para o encarnar na perfeição. No papel de Rainha é tudo o que deveria ser, poderosa, justa, divina.
Um pequeno aparte... Realmente é triste viver num País onde se continua a sonegar a cultura e a embrutecer a sua população. Realmente, cada vez mais, caminhamos a passos largos para uma realidade já retratada em Idiocracy de Mike Judge. Como amante de cinema, e de toda a cultura em geral, destrói-me por dentro ver que Across the Universe estreou numa única sala de cinema em todo o País. Já E não viveram felizes para sempre estreou, somando as salas com ambas as versões (original e portuguesa), em 48 salas. Penso que todos nós concordamos na idoniedade de sites como o IMDB, onde o Across the Universe tem uma pontuação de 7,8 e E não viveram felizes para sempre tem uma pontuação de 3,5. Comparando estes dois filmes ao mesmo nível, isto é, usando a votação do público que os viu, é possivel ver que algo está mal nesta equação. Uma (1) sala para o que poderá ser um filme de culto, 48 salas para um filme que não passa de um puro desperdicio de tempo e de dinheiro. É duro lutar contra a forte corrente que se faz sentir neste País, cada vez mais destituido de cultura e de inteligência.
Durante a história recente deste mundo, é possivel contar pelos dedos das mãos os génios musicais que nos presentearam com o seu 'dom'.Freddie Mercury é, sem dúvida, um desses génios. A provar está este In My Defence. Uma música que, por sim só, é algo de formidável, cheia de garra e força. Rabuscando a 'trivia' por detrás da gravação desta musica, descobre-se que a mesma foi gravada num 'take' apenas. Assim, esta versão que aqui vos deixo foi cantada por Freddie Mercury, e gravada, de seguida, sem cortes, sendo que a primeira tentativa foi a definitiva. Algo só alcançável aos puros génios.